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Solução de problemas

Um item por sintoma. Cada um traz a mensagem como ela aparece na barra de mensagens do QGIS (em português, quando a tradução PT-BR está ativa), a causa e o que fazer. Se você chegou aqui com uma mensagem na tela, procure por ela nesta página (Ctrl+F).


A opção de baixar a malha pelo GISBR está desabilitada

Mensagem

"O plugin GisBR (https://github.com/d-camargo/gisbr) é necessário para obter a malha rodoviária oficial." — exibida como um aviso fixo no topo da aba Alocação em rodovias.

Causa. O plugin GISBR não está instalado ou não foi detectado. A checagem é feita em tempo de execução (gisbr_bridge.is_available()), não pelo plugin_dependencies do metadado: ela tenta importar gisbr.core.sources/gisbr.core.connectors.wfs e, se falhar, procura o provedor de processamento gisbr registrado no QGIS.

O que fazer.

  • A aba não fica inteira desabilitada — o que desliga é só o rádio Baixar via GisBR (malha oficial SNV/DER). Se você já tem uma camada de malha rodoviária no projeto, escolha usar camada existente e a aba funciona normalmente.
  • Para recuperar o download, instale o GISBR (QGIS 3.16+) e reabra o diálogo — ver Instalação.

Falha ao baixar a malha do GISBR

Mensagem

"Falha ao obter a malha rodoviária do GisBR: …" (o final varia conforme o erro devolvido pelo GISBR).

Causa. O GISBR está instalado, mas a busca não voltou com uma camada: rede indisponível, o serviço WFS do SNV/INDE fora do ar ou lento, proxy/firewall bloqueando, ou UF/recorte que não produziu feição alguma.

O que fazer.

  1. Teste o próprio GISBR isoladamente (baixe a malha por ele) — se falhar lá, o problema não é do Desire Lines.
  2. Confira a conexão e as configurações de proxy do QGIS (Configurações → Opções → Rede).
  3. Confira a sigla da UF: o botão só habilita com exatamente 2 letras.
  4. Se o serviço estiver instável, baixe a malha uma vez, salve em GeoPackage e passe a usar o modo camada existente — evita depender da rede a cada execução.

A malha ficou vazia depois do recorte

Mensagem

"A malha rodoviária ficou vazia após o recorte."

Causa. O recorte pela área de estudo (envelope dos centroides mais a folga do conector) não interceptou nenhuma feição da malha. Quase sempre é divergência de CRS ou de região: centroides em um lugar, malha em outro.

O que fazer.

  • Verifique se centroides e malha estão na mesma região do mapa — carregue as duas camadas e olhe.
  • Confirme o CRS declarado de cada camada (um CRS errado desloca tudo).
  • Aumente Conector máx. (m): ele também aumenta a folga do recorte.
  • Se estiver baixando pelo GISBR, confira se a UF é a da área de estudo.

Aviso parecido, mas não fatal

"Não foi possível recortar a malha pela área de estudo (…); usando a malha completa." — aqui o recorte falhou e o plugin seguiu com a malha inteira. Não invalida o resultado, só deixa a execução mais lenta.


Nenhum centroide (ou poucos) conectou-se à malha

Mensagens

"Nenhum centróide pôde ser conectado à malha rodoviária (nó mais próximo além de … m)." (crítica, interrompe) ou "{n} centróide(s) não conectados à malha rodoviária." (aviso, segue com os demais).

Causa. O conector de centroide liga cada centroide ao nó mais próximo da rede, mas só até a distância máxima configurada. Zonas grandes, zonas sem rodovia por perto ou uma malha esparsa deixam o centroide fora do alcance.

O que fazer.

  • Aumente Conector máx. (m) na aba Alocação em rodovias (padrão 5000 m). É o ajuste que resolve a maioria dos casos.
  • Se só algumas zonas ficam de fora, veja se são zonas periféricas ou ilhas — pode ser mais correto excluí-las da análise do que esticar o conector a ponto de inventar um acesso que não existe.
  • Um conector exageradamente longo distorce o caminho mínimo: prefira o menor valor que conecte todas as zonas de interesse.

Zona da matriz sem centroide correspondente

Mensagens

"Nenhum par OD correspondeu aos ids dos centroides. Verifique se Origem, Destino e ID de Tráfego usam o mesmo esquema de id." (aba AoN (Delaunay)) · "Nenhum par OD corresponde aos centróides conectados. Verifique se Origem, Destino e Id de tráfego usam o mesmo esquema de identificação." (aba Alocação em rodovias) · "{n} linha(s) da matriz com ids desconhecidos" (aviso no resumo, quando só parte não casou).

Causa. Os ids de origem/destino da matriz não batem com o campo de id escolhido na camada de centroides. Causas típicas: campos diferentes selecionados nos combos, id numérico de um lado e texto do outro, espaços em branco, zeros à esquerda, ou zonas que existem na matriz e não na camada.

O que fazer.

  1. Confira os três combos (Origem, Destino, ID de Tráfego) — o id da camada tem de ser o mesmo esquema dos ids da matriz.
  2. O plugin normaliza ids antes de comparar (_zone_key): 10.0 e 10 casam, espaços nas pontas são ignorados. O que não casa é "010" com 10, nem ids de esquemas diferentes — ver Formatos de entrada.
  3. Se a mensagem for o aviso de "{n} linha(s) da matriz com ids desconhecidos", a execução terminou: essas linhas foram descartadas, e o resultado cobre só o resto. Vale conferir se o descarte é aceitável.

Capacidade nula ou inválida

Mensagens

"{n} de {N} arcos descartados por capacidade nula ou inválida." (aviso) · "Nenhum arco tem capacidade válida; revise os parâmetros HCM." (crítica, interrompe).

Causa. A capacidade sai do procedimento HCM; um valor não positivo significa que os insumos daquele arco são inutilizáveis (número de faixas zerado, tipo de pista ausente, largura ou fator fora de faixa). Manter esses arcos daria divisão por zero em v/c e reportaria LOS F onde o problema é dado faltando — por isso eles são removidos.

O que fazer.

  • Confira os campos da malha mapeados para os parâmetros HCM e os valores globais de sobrescrita — ver Parâmetros HCM.
  • Use o campo de proveniência (src_*) da camada de saída para ver quais parâmetros vieram como oficial, padrao ou usuario: descarte em massa costuma significar que um campo esperado não existe na malha.
  • Se o descarte for pequeno e localizado, inspecione esses arcos na tabela de atributos antes de aceitar o resultado.

CRS geográfico em análise métrica

Mensagem

"não foi possível determinar um SRC métrico automaticamente; reprojete os centroides para um sistema métrico (UTM) e tente novamente."

Causa. Distâncias, comprimentos e conectores são calculados em metros. O plugin escolhe sozinho um CRS métrico (zona UTM automática se a área couber em uma zona; senão SIRGAS 2000 / Brazil Albers, EPSG:10857). A mensagem aparece quando nem essa escolha automática foi possível — em geral porque o CRS de origem dos centroides está ausente ou é inconsistente com as coordenadas.

O que fazer.

  • Reprojete os centroides para um CRS métrico (UTM da região, ou EPSG:10857) e rode de novo.
  • Confirme que o CRS declarado da camada é o CRS real dos dados — camada em graus marcada como métrica (ou o contrário) é a causa mais comum.
  • Sobre a regra de escolha automática, ver AoN (Delaunay).

Execução muito lenta em rede grande

Causa. O motor de grafo é Python puro (existe por decisão D4 — o motor nativo do QGIS não permite atualizar custo de arco entre iterações). O envelope confortável é de cerca de 50.000 arcos direcionados; o MSA roda um Dijkstra por origem a cada iteração, então o custo cresce com iterações × origens.

O que fazer.

  • Use AoN para diagnóstico e para iterar rápido: é uma passada só, aproximadamente 10× mais rápido que o MSA com 10 iterações.
  • Reduza Iterações máx. do MSA, ou afrouxe a tolerância de gap.
  • Recorte a malha à área de estudo (deixe o recorte ligado) e reduza o número de zonas/origens únicas — é o que mais pesa.
  • Detalhes em Métodos.