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Linhas de desejo

A aba Linhas de Desejo ("Desire Lines") gera uma reta por par OD, ligando o centroide da zona de origem ao centroide da zona de destino, com a espessura proporcional ao valor do fluxo. É a leitura visual mais direta da matriz: para onde a demanda quer ir, sem passar por rede nenhuma.

Antes de começar

Esta aba consome as duas camadas produzidas na aba anterior — a matriz (tabela output) e os centroids. Veja Matriz OD.

Entradas

Campo O que escolher
Matriz ("Matrix") A camada da matriz OD — o combo só lista camadas sem geometria
Centroides ("Centroids") A camada de centroides — o combo só lista camadas de ponto
Origem ("Origin") Coluna de id da zona de origem na matriz (campo inteiro)
Destino ("Destination") Coluna de id da zona de destino na matriz (campo inteiro)
Valor para Linhas de Desejo ("Value to Desire Lines") Coluna numérica de fluxo (viagens, passageiros, toneladas…) — é ela que vira a espessura
ID de Tráfego ("Traffic ID") Campo da camada de centroides com o mesmo id usado em Origem/Destino (campo inteiro)

O botão Gerar Linhas de Desejo ("Desire Lines") só habilita quando as duas camadas e os quatro campos estão preenchidos — se ele continua cinza, falta preencher algum combo.

Os ids precisam usar o mesmo esquema

Origem, Destino e ID de Tráfego são casados por igualdade. Se a matriz numera zonas de um jeito e os centroides de outro, o resultado sai vazio. Ver Solução de problemas.

O que o botão gera

O plugin monta as retas por consulta SQL espacial sobre as duas camadas: para cada linha da matriz, procura o centroide cujo ID de Tráfego é igual à Origem, o centroide cujo id é igual ao Destino, e desenha o segmento entre os dois. Pares em que origem e destino são a mesma zona (viagens intrazonais) são descartados — não existe reta de uma zona para ela mesma.

O resultado é gravado como a tabela Desire_Lines no mesmo GeoPackage de saída definido na aba da matriz, adicionado ao projeto e estilizado automaticamente. A camada carrega três atributos — os campos de origem, destino e valor com os nomes que eles têm na matriz — mais a geometria de linha, no CRS dos centroides.

Como ler o resultado

  • Cada feição é um par OD, não um caminho: a reta é o vetor origem→destino, ignora a malha viária e não representa rota nem distância percorrida.
  • A matriz é normalmente assimétrica: se ela traz A→B e B→A como linhas separadas, saem duas retas sobrepostas com valores diferentes. Para ver fluxo total por par, some as duas direções na matriz antes de gerar.
  • Onde há muitas zonas, o mapa vira um novelo. Filtrar a camada por um valor mínimo ("<campo de valor>" > x) ou por uma origem de interesse costuma ser mais informativo que exibir a matriz inteira.
  • Para uma estimativa de carregamento em rede, e não de demanda por par, siga para AoN (Delaunay) ou para Alocação em rodovias.

O estilo aplicado — e como reinterpretá-lo

A camada nasce com um renderizador graduado por classes sobre o campo de valor, variando a espessura do traço (mais grosso = maior fluxo):

  • 5 classes, método Quebras Naturais (Jenks) — agrupa valores parecidos e corta nas lacunas naturais da distribuição, um bom padrão para mapas de fluxo;
  • espessura de 0,2 mm a 3,0 mm, cor única azul semitransparente.

Esse estilo é um ponto de partida editável, não uma amarra: abra Propriedades da camada → Simbologia e mude o que precisar — número e limites das classes, o método de classificação (intervalo igual, quantis, desvio padrão), as espessuras mínima e máxima, ou a cor. Uma rampa azul claro→escuro já vem carregada na camada, então trocar o Método de Tamanho para Cor passa a graduar por cor sem mais configuração.

Por que classes, e não largura definida por dados

Versões anteriores calculavam a largura por uma expressão definida por dados, que o painel de simbologia não deixava editar — a expressão sempre vencia o valor digitado à mão. Com o renderizador graduado, tudo o que aparece no painel é editável.

Próximo passo: AoN (Delaunay).